A INTERSECCIONALIDADE DA MULHER NEGRA E A SUA (IN)VISIBILIDADE NO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO

Andréa das Graças Souza Camacho Gimenez GARCIA, Rhaissa Lobato de Lima MUNIZ, César Augusto ZACHEO

Resumo


Tendo em vista as diversas raízes históricas que ainda norteiam as mulheres negras, o presente estudo se dá na medida em que visa aferir se esse grupo possui visibilidade, ou não, no ensino superior brasileiro. Desse modo, através da teoria interseccional, a referida pesquisa poderá evidenciar duas formas específicas que subordinam as mulheres negras nos diversos espaços sociais, verificando como sua raça e o seu sexo influenciam diretamente na subalternidade do grupo em questão, especificamente quanto se vislumbra a seara educacional. Assim, tal análise utilizará do método de raciocínio dedutivo, amparado pela abordagem qualitativa e bibliográfica, que partirá de premissas globais que tendem a evidenciar a interseccionalidade vivenciada pelas mulheres negras, para que se cheguem às premissas específicas, observando se tais influências tem afetado ou não o acesso educacional superior da comunidade em questão. Por fim, narrada tal problemática, em consonância com o aparato metodológico, o estudo poderá responder se a luta feminista negra tem logrado êxito ou não na busca por uma educação equânime, evidenciando se tal comunidade, ao menos sob o ponto de vista educacional, tem atingido sua visibilidade no referido espaço de grande poderio intelectual.


Palavras-chave


Mulheres negras; Interseccionalidade; Cultura do Poder; Acesso à educação.

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DOI: https://doi.org/10.21207/1983.4225.1204

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