A Natalidade em Hannah Arendt

Márcia de Oliveira Álvares

Resumo


O presente artigo busca no pensamento de Hannah Arendt algum esclarecimento acerca do agir político cujas conseqüências em cadeia o humano não tem como prever, sendo então estas irreversíveis depois de acontecidas, de forma que tais resultados só se têm como constatar historicamente de forma retrospectiva. Diante desta angústia se tentou eliminar a ação, o que trouxe implicações nefastas como é o caso do desenvolvimento das tecnologias que podem eliminar a vida na terra, após o surgimento de movimentos advindos da supressão da liberdade e das identidades das pessoas, como os regimes totalitários e o terror. Procura-se mostrar que o agir quando aliado ao comprometimento de umas pessoas para com as outras é garantidor da liberdade, a qual exprime a pura capacidade de começar, que anima e inspira todas as atividades humanas e tem consigo a mudança que faz com que nenhuma criação humana seja para sempre inclusive as infaustas. Com isso traz-se a baila o sentido da natalidade em Hannah Arendt. Agindo, o humano acarreta o novo e o inesperado, a cada nova geração surgem mais possibilidades de transformações e mudanças.

Palavras-chave


Natalidade; novidade; ação; discurso; totalitarismo; início; reinício; imprevisibilidade; irreversibilidade.

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DOI: http://dx.doi.org/10.21207/1983.4225.166